Pesquisa no exterior: “Por onde devo começar?"
Lembramos de quando, até mesmo antes de entrar na faculdade, queríamos ser cientistas. Mas ainda por não termos experiência, não sabíamos o que precisávamos realmente fazer para chegar ao nosso objetivo. Achávamos que trabalhar com pesquisa era só estarmos dentro de um laboratório.
Assim, começamos nossa jornada! Conforme fomos amadurecendo, também nos demos conta do longo caminho a ser percorrido. Claro que nem tudo são flores. Diversas vezes nos sentimos confusos de qual caminho seguir.
Mal conhecíamos nossas alternativas e confessamos que só tomamos conhecimento de algumas durante a pós-graduação.
Nunca tínhamos pensado em ter uma experiência fora do Brasil, pelo menos não estudando ou trabalhando. Com sorte realizamos estágio, mestrado e doutorado em um laboratório que nos apresentou essas opções. No entanto, batemos muito a cabeça para que soubéssemos como iniciar um vínculo com algum pesquisador do exterior.
Essa é uma dúvida que pode surgir no início da faculdade, meio de um mestrado, final de um doutorado, ou até mesmo durante a docência. Seja por vontade de ter uma experiência fora do país, seja por uma alternativa de emprego.
Mas por onde devemos começar?
Se nós pudéssemos aconselhar uma pessoa no início carreira, diríamos: aproveite todos os congressos, principalmente os internacionais para fazer conexões que o ajude a atingir seu objetivo!
Claro que nem tudo está perdido! Em qualquer fase da sua profissão é possível mudar e começar a entrelaçar seus contatos. Mas o quanto antes, mais e melhor!
Muitos de nós quando cursamos a faculdade e mestrado ainda estamos muito imaturos para pensar no futuro. Não conseguimos notar a importância de fazer conexões nessa fase da vida. Afinal, ainda teremos o doutorado. Mas quando o doutorado acaba, muitos de nós fica sem rumo, sem saber se faz um pós-doutorado, se pega umas aulas, ou se tranca em um quarto para se dedicar aos estudos para passar em algum concurso público.
Aproveitar a oportunidade de conversar com pessoas mais experientes em eventos mais fechados, específicos parece sempre ficar em segundo plano. Às vezes, as pessoas escolhem o congresso pelo local onde será realizado e não pelos palestrantes.
Buscar orientadores que estimulem esse tipo de atitude em nós ou que já tenham ótimas colaborações também ajudam nessa empreitada. Mas caso não seja a sua situação, corra atrás sozinho mesmo!
Então primeiro, faça uma lista de palestrantes da área de seu interesse. Vá aos congressos, conversem e se a conversa fluir e rolar a oportunidade, peça para conhecer o laboratório.
Grandes pesquisadores gostam de pessoas interessadas!
Gostou daquele(a) professor(a)? Mantenha o contato, faça colaborações. Isso é extremamente importante na ciência!
Simplesmente mandar um e-mail pedindo estágio sem nunca ter tido um primeiro contato pessoalmente, diminuem quase a zero suas chances de atingir sua meta. Pesquisadores estrangeiros e/ou de grandes universidades geralmente recebem muito esse tipo de e-mail e os ignoram.
Com certeza, se você conseguir colaborar com o pesquisador e tiver a oportunidade de mostrar seu trabalho, suas chances de conseguir algo prolongado em seu laboratório aumentam e muito.
Outra dica relevante é que esses pesquisadores não só gostam de pessoas interessadas mas, sim, gostam daquelas que dão resultado. E resultado é igual a artigo publicado em boas revistas e futuras cooperações, seja com seu atual orientador, seja com você mesmo.
Obtendo bons resultados você poderá fazer uma rede de colaborações e conseguir cartas de recomendações, as quais são importantes para futuras aplicações.
Focaremos em outro post dicas de como procurar e fazer uma boa aplicação.
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